
Acendo um cigarro
Sento-me
E fico fumando,
E na fumaça de meu cigarro
Vejo as imagens de minha infância
Uma-a-uma
Passando.
A tosse asmática
Que acompanha cada trago
E me espreme o peito
Ainda há de reduzir
Meus pulmões
A duas massas pretas
De catarro desfeito.
Quer esteja meu espírito
Bom ou ruim
Alegre ou agonizando,
Trago
A
Trago
Só sinto a suprema calma
De estar fumando.
E neste ritual contínuo de tragar
Meu corpo sensível
Fica, em Prazeres, imerso.
E mesmo sabendo que, um dia, morrerei,
Olho pra minha morte...
E faço um verso.
Hélio Augusto Galvão

Hélio Augusto Galvão
ResponderExcluirOlá, aqui estou para lhe dar os cumprimentos ao novo Blog, e a sua boa Poesia.
Efigênia Coutinho
In New York
Gostei, Helinho, muito bonito esse poema.
ResponderExcluir"PUTA QUE O PARIU MEU IRMÃO!"
ResponderExcluirFoda demais, parece com o modo com que eu escrevo, e remete a Charles Baudelaire, com um pouco menos de simbolismo, mas visceral idem!
Se quiser, dá uma conferida no primeiro poema que eu postei no meu blog, um abraço, e parabéns!
(Não gosto de cigarros, e não fumo) ;)